Após as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024, 349.366 gaúchos precisaram trocar de endereço devido às consequências do desastre climático, segundo dados inéditos divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um percentual de 37.9% dentre todos os moradores do estado que precisaram se mudar desde então.
O levantamento foi realizado em 133 dos 497 municípios gaúchos, e o total de moradores afetados na área da pesquisa foi estimado em 6.333.727. Ainda conforme o IBGE, estima-se que o número de domicílios existentes nos locais mais afetados seja superior a 2,3 milhões.
A Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS) foi realizada entre 15 de setembro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026. A coleta ocorreu por meio de entrevistas por telefone. Ao todo, as enchentes afetaram 478 cidades, com 184 mortos e 25 desaparecidos.
Apesar disso, a avaliação de que a qualidade de vida “permaneceu a mesma” em comparação com o período anterior ao desastre representa a maioria dos moradores (56,5%). Outros 24,9% afirmam que a situação está pior, enquanto 17,3% consideram que a qualidade de vida está melhor que antes.
