Uma reunião entre um diretor da Casa da Moeda do Brasil (CMB) e um representante da Marsam Refinadora de Metais, realizada no último dia 18 de junho, foi omitida pela instituição até ontem, quando a coluna questionou a ausência do encontro na agenda oficial de Márcio Emerry.
Segundo a Casa da Moeda, a reunião, ocorrida no Rio de Janeiro com Otávio Surian Matias, da Marsam, não entrou na agenda do diretor em razão de um erro técnico de registro, “já devidamente regularizado”.
A empresa se apresenta como especializada no refino de metais preciosos destinados ao mercado financeiro nacional ou para utilização industrial por setores que os utilizam como matéria-prima. Em 2024, a decisão da CMB de contratar a Marsam sem licitação foi questionada porque a refinadora pertence a Sarah Westphal, filha de Dirceu Frederico Sobrinho, conhecido como “rei do ouro” e investigado pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas à extração ilegal de ouro em terras indígenas.
Segundo a instituição, o encontro teve como pauta a rastreabilidade do ouro atribuída a CMB pelo projeto de lei 3025/23 aprovado pela Câmara, em abril, e objeto do acordo de cooperação técnica da CMB com a Agência Nacional de Mineração, que é público.
A expectativa é que o modelo contribua justamente para impedir que ouro de origem ilícita abasteça o mercado formal e financie organizações criminosas.
