Israel realizará eleições gerais em 27 de outubro, anunciou a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste domingo. A data, a última prevista em lei para a realização do pleito, permitirá que o governo cumpra integralmente seu mandato e fará desta a primeira eleição em Israel desde 1988 realizada no calendário originalmente previsto.
O Parlamento israelense (Knesset) encerrará seus trabalhos na sexta, data programada para o início do recesso eleitoral. Segundo a assessora jurídica da Casa, Sagit Afik, não será necessário aprovar uma lei para dissolver o Parlamento, como normalmente ocorre por iniciativa da coalizão, já que a data das eleições já está estabelecida em lei para 27 de outubro e não há intenção de encurtar o mandato da atual legislatura.
Na última semana de funcionamento da 25ª Knesset, a coalizão tenta aprovar o maior número possível de medidas legislativas, entre elas propostas relacionadas à reforma do Judiciário e benefícios para a comunidade ultraortodoxa. Ainda não está claro, porém, quantos projetos poderão avançar antes do início do recesso.
Também neste domingo, uma comissão do Parlamento aprovou a realização das duas votações finais sobre um projeto de lei que altera as regras de financiamento partidário. A proposta adia o pagamento de empréstimos concedidos às bancadas pelo Knesset e amplia o percentual de recursos públicos antecipados para as campanhas eleitorais.
