“Até qualquer dia desses”, escreveu o cantor Jão numa legenda de post no Instagram para anunciar um breve afastamento da carreira em 2 de abril de 2025, logo após sua “Superturnê”, que reuniu meio milhão de fãs pelo Brasil. A pausa se esticou até meados da semana passada. Primeiro, seus fãs descobriram — por meio de uma autorização no Diário Oficial do Município — que ele planejava fazer uma “audição pública” no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Depois, Jão brotou no intervalo da novela das nove, “Quem ama cuida”, com uma contagem regressiva. Ao fim do cronômetro, publicou em suas redes um vídeo que apresentava “Memórias póstumas” — o quinto álbum de estúdio de sua carreira. Na sexta-feira, recebeu a reportagem do GLOBO para uma conversa numa sala do Masp, onde gravou o primeiro clipe do álbum, a faixa “Catedral”.
— Eu precisava sair; depois, tive que sair. Voltei porque tinha muita coisa para falar e minha maneira de me comunicar é essa. Estava me sentindo um pouco transbordando — conta.
O tempo de pausa de Jão foi marcado pela perda de seu pai, Carlos Alberto Balbino, aos 61 anos. A morte repentina, conta, chegou num dia comum. Seu telefone tocou e do outro lado a irmã, Isabela, deu a notícia.
A vontade neste momento é falar do luto como um acontecimento “natural”, mas ainda assim dolorido e difícil de assimilar:
