Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, foi morta com um tiro na cabeça, na madrugada desta segunda-feira, na casa em que morava no bairro Rodilândia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Entretanto, essa não foi a primeira vez que a criança esteve na mira de uma arma. Segundo relatos de pessoas próximas à família, a casa havia sido invadida quando ela tinha 3 anos. Na ocasião, a menina foi sequestrada com a mãe, Thais Iolanda, e o pai, Leandro Abreu. Os criminosos queriam as duas armas que Leandro guardava em casa. A criança foi usada como refém e teve uma arma apontada para sua cabeça; se o pai não entregasse as armas, Eduarda morreria.
— Eles só queriam as armas que o pai dela tinha em casa, não levaram nada, nada — contou uma pessoa próxima à família.
Na madrugada da última segunda-feira, Eduarda, que faria 8 anos em 20 de julho, estava dormindo no quarto dos pais quando a família foi acordada com barulhos da invasão. Cinco homens armados pularam o muro da parte de trás da casa, onde não tinha câmeras, e atiraram nas portas até que entraram na residência. Segundo a mãe da menina, Leandro saiu correndo para buscar ajuda. A mulher ficou sozinha com a filha em casa enquanto os criminosos continuavam atirando e pediu que Eduarda se escondesse no closet. Uma das linhas de investigação da polícia é de que o pai da menina era o alvo dos criminosos.
