A seleção de Cabo Verde entra em campo nesta sexta-feira para o jogo mais importante de sua história. Os “Tubarões Azuis” encaram a Arábia Saudita, às 21h (horário de Brasília), em uma partida que pode garantir a classificação dos africanos ao mata-mata do Mundial logo em sua primeira participação no torneio. O local de treinamento da equipe, no entanto, chama a atenção. O Waters Sportsplex, em Tampa, fica atrás de um posto de gasolina e ao lado de uma loja de maconha.
Diferentemente de outros centros de treinamento mais sofisticados, o complexo que pertence ao Tampa Bay Rowdies, equipe da USL Championship, a segunda divisão dos Estados Unidos, é mais modesto, mas ainda assim oferece boa estrutura. O espaço conta com 1.356 metros quadrados, dois campos de grama natural e um campo de grama sintética.
O clima dentro do complexo, atualmente utilizado pela seleção de Cabo Verde, é leve, sem os tradicionais cordões de segurança, grandes multidões ou intenso assédio da imprensa. O ambiente reúne apenas alguns torcedores e jogadores convivendo com familiares.
Se o Waters Sportsplex não é o centro de treinamento mais sofisticado da Copa, o trabalho desenvolvido no local vem rendendo resultados expressivos. A campanha de Cabo Verde já é histórica, com dois empates: o primeiro, por 0 a 0, contra a Espanha, na estreia; e o segundo, por 2 a 2, diante do Uruguai.
Agora, contra a Arábia Saudita, a expectativa é de conquistar a primeira vitória da seleção africana na história do torneio, resultado que garantiria a classificação para a próxima fase. Um empate, porém, dependendo dos outros resultados, também pode ser suficiente para os Tubarões Azuis avançarem no torneio. Ainda assim, a igualdade no placar já não anima tanto a cabo-verdiana Leni Lopes, que vive no Brasil há 20 anos. Para ela, a vitória sobre os sauditas é questão de tempo.
— Eu sonhava com esse momento desde pequena: ver o nosso país em uma Copa do Mundo. Sempre gostei muito de futebol, e viver isso agora não tem preço. Tenho certeza de que vamos ganhar da Arábia Saudita, porque merecemos. Os jogadores são muito guerreiros — afirmou ao Globo.
