
Erro de tradução, homenagem amorosa que perdeu o sentido e desenhos feitos por impulso estão entre os motivos que já levaram celebridades a repensar decisões marcadas na pele. Casos como os de Ariana Grande, Justin Bieber, Jessie J, Pete Davidson, Jessica Alba e famosos brasileiros mostram que o arrependimento com tatuagens pode surgir de situações bastante diferentes, mas quase sempre esbarra no mesmo ponto: remover ou corrigir um desenho costuma ser mais complexo do que simplesmente decidir apagá-lo.
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Ariana Grande se tornou um dos exemplos mais conhecidos de “tattoo fail” ao tentar homenagear o hit “7 Rings” com uma tatuagem em japonês na palma da mão. A cantora queria registrar o nome da música, mas os caracteres escolhidos acabaram sendo associados a uma pequena churrasqueira a carvão. Após a repercussão, explicou que havia omitido parte dos símbolos porque a região doía durante o processo e ainda tentou corrigir o desenho. O episódio viralizou ao reunir dois elementos comuns nesses casos: pressa na decisão e falta de revisão antes de eternizar a ideia na pele.
Ariana Grande
Divulgação | CO – Assessoria
Justin Bieber representa outro tipo de arrependimento: o desenho ligado a um relacionamento já encerrado. O cantor já comentou publicamente sobre o retrato de Selena Gomez no pulso e contou que tentou disfarçar a imagem com sombreamento, mas ainda assim o rosto permanecia reconhecível. O caso ilustra uma etapa frequente nesse tipo de situação: antes da remoção, muitas pessoas tentam cobrir ou camuflar a tatuagem.
Justin Bieber
Divulgação | CO – Assessoria
Segundo a dermatologista Lucila D’Amico Póvoa, da Clínica Leger, em São Paulo, a remoção a laser não apaga a tatuagem de forma imediata, mas fragmenta o pigmento para que o organismo elimine o material ao longo do tempo.
“O laser quebra o pigmento em partículas menores, mas o clareamento depende da resposta da pele entre uma sessão e outra. Cor da tinta, profundidade, tempo do desenho, tamanho, região do corpo e tipo de pele interferem diretamente no resultado. Por isso, não é um procedimento instantâneo. Em muitos casos, são necessárias várias sessões, com intervalos de semanas, para reduzir o pigmento com segurança”, explica.
Pete Davidson levou esse processo a outro nível ao transformar a própria pele em um caso público de remoção em larga escala. O humorista, conhecido pela quantidade de tatuagens, iniciou o processo em 2020, já teria investido cerca de US$ 200 mil e ainda deve levar anos até concluir a retirada de boa parte dos desenhos. Ele também relacionou a decisão a uma fase pessoal que queria deixar para trás, mostrando que o arrependimento nem sempre é apenas estético.
Pete Davidson
Divulgação | CO – Assessoria
Jessie J entrou para a lista por um erro de grafia: a cantora tatuou a palavra “loose” no lugar de “lose” em uma frase inspirada em uma de suas músicas e contou que fez o desenho aos 18 anos. Já Jessica Alba, 45, relatou a tentativa de remover uma tatuagem de flores no pescoço feita na adolescência. A atriz passou por sessões de laser, mas ainda manteve uma marca discreta.
No Brasil, histórias semelhantes também envolvem relacionamentos, tentativas de remoção e erros de tradução. Deborah Secco apagou do pé o nome de Marcelo Falcão após o fim do relacionamento com o cantor.
Deborah Secco
Divulgação | CO – Assessoria
Kelly Key também teve tatuagens associadas ao antigo relacionamento com Latino citadas em processos de cobertura ou remoção.
Kelly Key
Divulgação | CO – Assessoria
Já Giovanna Lancellotti e Caio Castro passaram por uma situação parecida com a de Ariana Grande ao fazerem uma tatuagem em árabe que deveria representar os apelidos “musa” e “muso”, mas acabou ganhando outro significado.
Caio Castro
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Para o dermatologista Hugo Juliani, esse tipo de arrependimento é frequente porque a tatuagem costuma registrar um momento específico da vida, enquanto as pessoas mudam com o tempo.
“A tatuagem muitas vezes nasce de impulso, paixão, homenagem ou estética de uma fase. O problema é que a pele permanece, enquanto a vida muda. No consultório, aparecem pessoas que não se reconhecem mais naquele desenho, terminaram um relacionamento, mudaram de profissão ou simplesmente passaram a se incomodar com algo que antes fazia sentido. Por isso, a remoção precisa ser tratada como um processo médico, gradual e individual”, conclui.
