Pescadores na Grécia estão recebendo pagamentos em dinheiro para capturar espécies de peixe consideradas tóxicas, que têm sido encontradas no Mar Mediterrâneo com maior frequência devido às mudanças climáticas. Em algumas baías ao longo de Evia, a segunda maior ilha da Grécia, já foram instalados 2,5 km de barreiras flutuantes para conter estes tipos de peixe.
A presença dessas espécies no país tem mantido os turistas em alerta. O peixe-sapo-de-bochechas-prateadas, encontrado frequentemente neste verão, possui dentes semelhantes a presas que podem rasgar ossos, madeira e metal. Além de uma mordida dolorosa, a carne e os órgãos da espécie são potencialmente letais, pois contêm a neurotoxina tetrodotoxina, que pode causar insuficiência cardíaca e pulmonar se ingerida.
Típica do Oceano Índico, a espécie invadiu o Mediterrâneo, com o aquecimento dos mares, aproximadamente, desde 2003. A partir de 2024, autoridades no Chipre reconheceram a necessidade de erradicar o peixe-sapo-de-bochechas-prateadas, introduzindo incentivos financeiros para conter a proliferação. Desde então, mais de 100 toneladas do peixe, que não possui predadores naturais, foram destruídas.
Os peixes têm causado problemas para os pescadores.
— Chegamos ao ponto em que podemos sair para pescar um dia e passar os três dias seguintes consertando nossas redes — disse Giorgos Kyriakakis, de uma associação de pescadores cretenses, à emissora pública grega ERT nesta sexta-feira. — Eles comem nossa pesca e danificam nossas redes — isso é muito caro — acrescentou.
