Tem cerveja e drinque, mas não é bar; Gente animada, mas não é balada (nem roda de samba). Incrustada na meiuca entre a Lapa e a Glória, no Centro do Rio, a Badó é uma padaria artesanal que acaba de abrir as portas e deixa ainda mais diversa a cena gastronômica que floresce por lá. Chega com borogodó, mas sem nariz em pé. “Queria um lugar descomplicado, acessível tanto nos valores dos produtos quanto no vocabulário do cardápio”, afirma Igor de Oliveira, ex-sócio da confeitaria Absurda e idealizador do negócio localizado na Rua da Lapa 180B.
E assim o cinnamon roll virou rolinho de canela (R$ 16) e o eclair voltou a ser a boa e velha bomba de chocolate (R$ 16), acompanhados pelos célebres sonhos de creme ou de doce de leite (R$ 14). Sobremesas que dividem espaço com pães cuja fermentação leva de 12 a 16 horas (a baguete sai a R$ 10). “Nasci em São Paulo e sempre frequentei padarias. Então, juntamos nossos hits aos clássicos franceses”, conta Igor, que tratou de providenciar cafés feitos a partir de grãos e torras especiais e mate orgânico para acompanhar os quitutes.
O clima descontraído da região se esparrama pelo interior da loja com a identidade visual assinada pela dupla de designers Flora Próspero e Peu Lima, entre logo, placas e desenhos, como malabaristas fazendo números com pães e ciclistas carregando baguetes na ecobag. “Pesquisamos as características do bairro, com seus personagens”, conta Flora, que assina um mural dentro do estabelecimento. “As pessoas se identificam e ficam ainda mais à vontade.”
