Qual foi o melhor campeão da história? Ranqueamos todas as seleções que conquistaram a Copa do Mundo

Qual foi o melhor campeão da história? Ranqueamos todas as seleções que conquistaram a Copa do Mundo

A newsletter da semana passada fez sucesso, produziu debate e, como qualquer ranking que se preze, provocou alguma indignação. Houve quem não aceitasse a final de 1990 como a pior da história, quem defendesse 1970 acima de 1954 e quem considerasse um absurdo absoluto qualquer coisa que envolvesse a seleção. Ótimo. Listas assim não existem para encerrar conversas. Existem para organizá-las e, se tudo der certo, começar outras.

Por isso, voltamos à história das Copas com uma pergunta ainda mais difícil. Não mais qual foi a melhor decisão, mas qual foi a melhor seleção campeã do mundo. Avaliamos os 23 campeões, de 1930 a 2026, e os colocamos sob a mesma régua. O resultado começa com times que chegaram à taça sem dominar seu tempo e termina com aqueles que ajudaram a explicar por que o futebol se tornou o que é.

Foram considerados cinco aspectos. A qualidade técnica e coletiva avalia o futebol produzido durante aquela Copa: organização, repertório, capacidade ofensiva, solidez, intensidade e domínio das partidas.

A força da campanha olha para resultados, regularidade, adversários enfrentados, gols, dificuldades superadas e consistência ao longo do torneio. Não basta ter terminado campeão, assim como uma derrota isolada não destrói automaticamente uma grande trajetória.

O critério de craques e protagonismo individual considera a qualidade dos principais jogadores e sua influência concreta na conquista. Não interessa apenas a fama construída ao longo da carreira. Vale o que cada um realizou naquela Copa.

O legado para o futebol mede a influência técnica, tática ou estética da seleção, seja pela criação de uma ideia, pela transformação de uma estrutura ou pela consolidação de uma maneira de jogar que passou a ser estudada e reproduzida.

Por fim, o legado cultural e simbólico considera o que permaneceu além do campo: imagens, personagens, identificação nacional, impacto político ou social e histórias transmitidas entre gerações.

Cada seleção recebeu notas de um a cinco nos cinco critérios, com um máximo de 25 pontos. Nos empates, usamos, nesta ordem, qualidade, campanha, craques, legado para o futebol e legado cultural.

23º: França de 2018, 15 pontos

A França foi campeã com autoridade, perdeu apenas dois pontos e marcou 14 gols, quatro deles na final. Ainda assim, deixou a impressão de que poderia ter jogado mais. Deschamps preferiu segurança, transição e aproveitamento dos erros adversários a qualquer ambição estética. Mbappé surgiu como estrela mundial, Griezmann foi decisivo e a campanha foi forte, mas a seleção teve pouca influência sobre o futebol posterior e ocupa um espaço cultural muito menor do que a campeã francesa de 1998.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐

Festa dos jogadores da França após a conquista do título na final da Copa de 2018 — Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP
Festa dos jogadores da França após a conquista do título na final da Copa de 2018 — Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP

22º: Itália de 2006, 15 pontos

A Itália sofreu apenas dois gols, um contra e outro de pênalti, e fez uma campanha sólida até o tetracampeonato. Tinha Buffon, Cannavaro, Pirlo, Totti, Zambrotta, Gattuso e Del Piero, mas seu título ficou menos associado ao futebol produzido do que à força defensiva e à expulsão de Zidane na final. Foi uma campeã tecnicamente forte e cheia de protagonistas, embora tenha deixado pouca influência e menos imagens próprias do que seria esperado de uma seleção vencedora.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐

Fábio Cannavaro levantou o troféu em 2006, com a Itália — Foto: AFP/ODD ANDERSEN
Fábio Cannavaro levantou o troféu em 2006, com a Itália — Foto: AFP/ODD ANDERSEN

21º: Argentina de 1978, 16 pontos

A primeira Argentina campeã tinha Kempes, Fillol, Passarella e Ardiles, além das ideias ofensivas de César Luis Menotti. Mas perdeu para a Itália, passou sem marcar pelo confronto direto com o Brasil e carregou para sempre as suspeitas em torno do 6 a 0 sobre o Peru, resultado de que precisava para chegar à final. Kempes decidiu a Copa e a chuva de papel picado no Monumental virou uma imagem clássica, mas o título permanece inseparável da ditadura militar e de seu uso político.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐

Argentina foi campeã da Copa do Mundo de 1978 — Foto: SEBASTIÃO MARINHO
Argentina foi campeã da Copa do Mundo de 1978 — Foto: SEBASTIÃO MARINHO

20º: Itália de 1934, 16 pontos

A Itália venceu todos os confrontos, mas precisou de dois jogos para eliminar a Espanha e da prorrogação para superar a Tchecoslováquia na final. Giuseppe Meazza era a referência de uma seleção organizada por Vittorio Pozzo e estruturada no chamado Metodo, importante etapa da evolução tática do futebol. O primeiro título italiano, porém, ficou marcado pela apropriação do Mundial pelo regime de Benito Mussolini e por controvérsias de arbitragem que nunca desapareceram completamente.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐

Campeã de 1934, seleção italiana faz a saudação fascista exigida pelo ditador Benito Mussolini — Foto: Reprodução
Campeã de 1934, seleção italiana faz a saudação fascista exigida pelo ditador Benito Mussolini — Foto: Reprodução

19º: Brasil de 1994, 16 pontos

O Brasil encerrou um jejum de 24 anos com uma seleção segura, madura e emocionalmente preparada para carregar o peso de três eliminações traumáticas. Não produziu um futebol revolucionário, mas teve Romário como craque da Copa, Bebeto decisivo, Taffarel nos pênaltis e uma estrutura montada para protegê-los. O tetra, o berço de Bebeto e Baggio isolando a última cobrança permanecem muito maiores do que a influência daquele time sobre o futebol.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐

BRASIL X ITÁLIA, NA COPA DO MUNDO 1994 — Foto: Ivo Gonzalez
BRASIL X ITÁLIA, NA COPA DO MUNDO 1994 — Foto: Ivo Gonzalez

18º: França de 1998, 16 pontos

A França foi campeã invicta, sofreu apenas dois gols e terminou com um 3 a 0 sobre o Brasil. A equipe de Aimé Jacquet era forte, profunda e muito bem organizada, mas Zidane só se tornou o grande protagonista na final, enquanto o ataque passou parte da Copa sem uma referência confiável. O primeiro título francês e o simbolismo multicultural daquela seleção garantiram um legado cultural muito superior à sua influência tática.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐

17º: Itália de 1982, 17 pontos

A Itália empatou seus três jogos na primeira fase e esteve perto de voltar para casa, mas depois derrotou Argentina, Brasil, Polônia e Alemanha Ocidental. Paolo Rossi marcou seis vezes nos três últimos jogos, Zoff levantou a taça aos 40 anos e o grito de Tardelli entrou para a história. O começo ruim impede uma posição mais alta.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐

16º: Alemanha Ocidental de 1990, 17 pontos

A final foi péssima, mas a seleção alemã não era. Matthäus, Brehme, Klinsmann, Völler e Littbarski formavam um time experiente, físico e tecnicamente forte, que terminou invicto. As dificuldades no mata-mata e a vitória por pênalti contra uma Argentina com dois expulsos reduziram a grandeza da campanha.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐

15º: Espanha de 2026, 17 pontos

A Espanha conquistou o bicampeonato com futebol coletivo forte, controle territorial e uma geração jovem que ainda pode crescer. A campanha foi consistente e a seleção soube sobreviver a jogos apertados, mas faltou um protagonista individual à altura da conquista. Seu legado ainda é uma pergunta aberta. Por enquanto, há mais promessa de influência do que memória consolidada.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐

14º: Brasil de 2002, 18 pontos

O Brasil venceu os sete jogos, marcou 18 gols e teve Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho como protagonistas, além de Cafu e Roberto Carlos pelos lados. A campanha perdeu pontos pela menor força dos adversários e a seleção deixou pouca influência tática, mas a redenção de Ronaldo e o pentacampeonato permanecem como símbolos poderosos.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐

13º: Espanha de 2010, 18 pontos

A Espanha perdeu para a Suíça na estreia e marcou apenas oito gols, quatro deles no mata-mata, todos em vitórias por 1 a 0. Em compensação, controlou Portugal, Paraguai, Alemanha e Holanda sem sofrer gol e transformou a posse de bola em idioma dominante no futebol mundial. Xavi, Iniesta, Casillas, Villa, Busquets e Xabi Alonso formaram uma das gerações mais influentes do século.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐

12º: Alemanha de 2014, 18 pontos

A Alemanha foi campeã com profundidade, repertório e uma equipe em que diferentes jogadores assumiram o protagonismo. Teve dificuldades contra Gana, Argélia e Argentina, mas derrotou Portugal por 4 a 0 e produziu o 7 a 1 sobre o Brasil. Foi uma grande campeã coletiva, ainda que menos transformadora e culturalmente reconhecível do que outras vencedoras.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐

11º: Argentina de 2022, 19 pontos

A derrota para a Arábia Saudita tornou a campanha mais difícil, e também mais humana. Messi respondeu com uma das maiores atuações individuais da história, acompanhado por Dibu Martínez, Di María, Julián Álvarez e Enzo Fernández. O futebol não mudou depois daquele título, mas a imagem de Messi finalmente erguendo a taça entrou imediatamente na cultura mundial.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐⭐

10º: Alemanha Ocidental de 1974, 19 pontos

A Alemanha perdeu para a vizinha Alemanha Oriental e não apresentou o futebol mais admirado daquela Copa, que pertenceu à Holanda. Ainda assim, tinha Beckenbauer, Gerd Müller, Breitner, Maier e Overath, superou a forte Polônia e venceu Cruyff na final. Sua importância está tanto na excelência dos jogadores quanto na confirmação de uma escola alemã moderna e competitiva.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐

9º: Uruguai de 1950, 19 pontos

O Uruguai disputou apenas quatro partidas, empatou com a Espanha e precisou virar contra a Suécia antes de chegar ao Maracanã. Ali, Obdulio Varela comandou a reação, Schiaffino empatou e Ghiggia produziu o gol mais traumático da história brasileira. Poucos campeões tiveram campanha tão curta. Nenhum fez uma vitória significar tanto para dois países.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐⭐

8º: Alemanha Ocidental de 1954, 20 pontos

A Alemanha foi derrotada por 8 a 3 pela Hungria na primeira fase, mas se reconstruiu e marcou 25 gols durante a competição. Na final, saiu de 2 a 0 para vencer por 3 a 2 a seleção que não perdia havia quatro anos. Fritz Walter, Helmut Rahn e Toni Turek protagonizaram o Milagre de Berna, uma conquista com enorme impacto sobre a autoestima alemã no pós-guerra.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐⭐

7º: Itália de 1938, 20 pontos

A Itália venceu todas as partidas de uma Copa disputada inteiramente em mata-mata e passou por França, Brasil e Hungria. Era mais madura e tecnicamente superior à campeã de 1934, embora nenhum de seus jogadores tenha monopolizado o torneio. Vittorio Pozzo continua sendo o único treinador bicampeão mundial.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐

6º: Uruguai de 1930, 20 pontos

A primeira seleção campeã venceu os quatro jogos, marcou 15 gols e virou a final contra a Argentina depois de ir para o intervalo perdendo por 2 a 1. Nasazzi, Andrade, Cea, Scarone e Castro representavam uma escola já consagrada pelos títulos olímpicos de 1924 e 1928. A Copa confirmou o Uruguai como a primeira potência mundial do futebol.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐

5º: Inglaterra de 1966, 21 pontos

A Inglaterra terminou invicta, sofreu somente três gols e eliminou Argentina, Portugal e Alemanha Ocidental. Alf Ramsey organizou os chamados Wingless Wonders, uma seleção sem pontas fixos que ajudou a consolidar novas ocupações no 4-4-2. Bobby Charlton foi o craque, Bobby Moore o líder, Gordon Banks a segurança e Geoff Hurst o homem da final. O futebol nem sempre encantou e as controvérsias acompanharam o título, mas a única Inglaterra campeã deixou influência e imagens que permanecem centrais para o país.

Qualidade: ⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐⭐

Ray Wilson levanta a taça do Mundial de 1966: campeão com a Inglaterra — Foto: AFP
Ray Wilson levanta a taça do Mundial de 1966: campeão com a Inglaterra — Foto: AFP

4º: Brasil de 1962, 22 pontos

O Brasil perdeu Pelé por lesão no segundo jogo e ainda assim terminou invicto, com cinco vitórias e um empate. Garrincha assumiu o torneio, Amarildo substituiu o camisa 10 com gols importantes e a base campeã em 1958 mostrou maturidade para adaptar seu futebol. O bicampeonato confirmou a escola brasileira e consolidou movimentos que aproximavam o 4-2-4 de uma estrutura com três homens no meio. É a conquista menos presente na memória cultural entre os cinco títulos brasileiros, mas uma das mais reveladoras sobre a força daquele time.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐

Em 1962, Mauro levantou o bicampeonato do Brasil — Foto: Arquivo / Agência O Globo
Em 1962, Mauro levantou o bicampeonato do Brasil — Foto: Arquivo / Agência O Globo

3º: Argentina de 1986, 23 pontos

A Argentina terminou invicta e eliminou Uruguai, Inglaterra, Bélgica e Alemanha Ocidental. Bilardo montou uma equipe flexível, com três defensores em diferentes momentos e liberdade quase absoluta para Maradona. O camisa 10 marcou cinco gols, deu cinco assistências e participou diretamente de dez dos 14 gols argentinos. A Mão de Deus, o gol do século, a rivalidade com a Inglaterra e a imagem de Maradona carregado no Azteca deram ao título uma dimensão futebolística, cultural e política que poucos campeões alcançaram.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐⭐

A Argentina venceu a Copa de 1986 contra a Alemanha — Foto: Luiz Pinto / Agência O Globo
A Argentina venceu a Copa de 1986 contra a Alemanha — Foto: Luiz Pinto / Agência O Globo

2º: Brasil de 1958, 24 pontos

O primeiro time brasileiro a ser campeão empatou sem gols com a Inglaterra e precisou de um jogo duro para superar o País de Gales, mas terminou a Copa com duas vitórias por 5 a 2, sobre França e Suécia. Pelé marcou seis vezes aos 17 anos, Garrincha desmontou defesas, Didi comandou o time e Vavá apareceu nos momentos decisivos. A seleção apresentou ao mundo uma combinação de técnica, improvisação, preparação física e organização que transformou a percepção sobre o futebol brasileiro. Pelé chorando e os jogadores negros campeões na Europa deram ao título um significado muito maior do que a taça.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐⭐

Brasil campeão da Copa do Mundo em 1958, na Suécia — Foto: Indaiassu Leite / Agência O Globo
Brasil campeão da Copa do Mundo em 1958, na Suécia — Foto: Indaiassu Leite / Agência O Globo

1º: Brasil de 1970, 25 pontos

Nenhuma seleção deixou de perder pontos nesta avaliação porque nenhuma deixou espaço evidente para isso. A exceção está aqui. O Brasil venceu os seis jogos, marcou 19 gols e derrotou Inglaterra, Uruguai e Itália, três campeãs mundiais. Zagallo reuniu Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson e Rivellino numa equipe funcional, móvel e tecnicamente extraordinária. Jairzinho marcou em todas as partidas, Pelé fez quatro gols e participou diretamente de vários outros. O tricampeonato garantiu ao Brasil a posse definitiva da Jules Rimet e, na primeira Copa transmitida ao vivo e em cores para grande parte do planeta, fixou uma imagem universal do que o futebol poderia ser. O gol de Carlos Alberto na final não encerrou apenas uma campanha. Virou a representação de uma ideia de perfeição.

Qualidade: ⭐⭐⭐⭐⭐
Campanha: ⭐⭐⭐⭐⭐
Craques: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado para o futebol: ⭐⭐⭐⭐⭐
Legado cultural: ⭐⭐⭐⭐⭐

Jairzinho, Rivelino, Carlos Alberto, Pelé e Wilson Piazza comemoram a vitória do Brasil na Copa do Mundo 1970, no Estádio Azteca — Foto: Arquivo / Agência O Globo
Jairzinho, Rivelino, Carlos Alberto, Pelé e Wilson Piazza comemoram a vitória do Brasil na Copa do Mundo 1970, no Estádio Azteca — Foto: Arquivo / Agência O Globo

Autor

  • Criador de Conteúdo | News Mudias

    Sou Murilo Vieira, criador de conteúdo especializado em tecnologia, games e dicas para o público digital. Com uma paixão por celulares, informática, esportes eletrônicos e jogos, compartilho informações úteis, análises detalhadas e recomendações para quem busca ficar por dentro do que há de mais recente nesses campos.

    Meu trabalho abrange desde os últimos lançamentos de celulares até dicas para quem joga games offline e PC leve, com o intuito de tornar a experiência de uso mais acessível e divertida. Além disso, faço conteúdo sobre os temas mais procurados, como Top 10, sempre trazendo algo novo e relevante.

    No News Mudias, o objetivo é fornecer um conteúdo diversificado e de fácil compreensão, com informações claras e objetivas. Meu compromisso é ajudar meus seguidores a se manterem informados, oferecendo o melhor em tecnologia e gaming de uma forma leve e interessante.

    Seja você um gamer, alguém buscando melhorar seu PC ou apenas curioso sobre as novidades da área de celulares, meus conteúdos são pensados para todas as suas necessidades!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *