Andy Burnham foi oficializado nesta sexta-feira como novo líder do Partido Trabalhista, etapa final antes de assumir o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido na segunda-feira. Ex-prefeito da Grande Manchester e apelidado de “Rei do Norte”, ele substituirá Keir Starmer, que anunciou sua renúncia no mês passado em meio a uma rebelião dentro da própria legenda. Burnham será o sétimo primeiro-ministro britânico em uma década e assume o governo prometendo conter o avanço do partido populista Reform UK.
A escolha foi confirmada durante uma conferência especial do Partido Trabalhista. Burnham disputou a liderança sem adversários, após conquistar o apoio de quase 95% dos parlamentares da legenda, o que impediu que qualquer outro candidato reunisse o número necessário de indicações para concorrer. O ex-prefeito voltou ao Parlamento no mês passado ao vencer uma eleição suplementar para representar o distrito de Makerfield, dando início ao processo de quatro semanas que culminou em sua chegada ao comando do governo.
No sistema parlamentarista britânico, os eleitores não escolhem diretamente o primeiro-ministro, mas votam em um partido para governar. Cabe à legenda que detém a maioria formar o governo e definir seu líder. Assim, após assumir oficialmente a liderança do Partido Trabalhista, Burnham passou a ter caminho livre para substituir Starmer. A posse ocorrerá na segunda-feira, quando o atual premier apresentará formalmente sua renúncia ao rei Charles III no Palácio de Buckingham, conforme determina a tradição britânica.
Burnham, de 56 anos, usará seu discurso para reforçar a mensagem de que seu governo será “autenticamente trabalhista”, supervisionando a renovação econômica, ampliando o controle público, promovendo a reindustrialização e devolvendo poder às comunidades locais. Segundo trechos divulgados previamente, ele prometerá oferecer ao Reino Unido “um novo caminho em relação ao que seguimos nos últimos 40 anos”, com um governo “trabalhista nas prioridades e decisões que tomarmos, colocando as pessoas e os lugares no centro de tudo o que fizermos”.
