Exibir os pelos do buço sem tentar escondê-los deixou de ser exceção para se tornar parte de um debate que cresce nas redes sociais. Em publicações de influenciadoras e criadoras de conteúdo, o chamado “bigode feminino” aparece de forma natural, impulsionando conversas sobre padrões estéticos e autonomia. O movimento reflete uma postura cada vez mais presente entre mulheres que defendem o direito de decidir, sem julgamentos, se desejam ou não remover os pelos faciais.
Para a visagista e terapeuta capilar Mari Borges, o fenômeno vai além de uma tendência de beleza e traduz uma nova forma de enxergar a relação com a própria imagem. “Como profissional da beleza, não acredito que exista certo ou errado. Existe escolha. Se uma mulher se sente feliz mantendo os pelos do buço, essa decisão merece respeito. Da mesma forma, quem prefere removê-los não está sendo menos autêntica nem presa a padrões. O mais importante é que essa decisão seja consciente e reflita quem ela realmente é”, afirma.
Na avaliação da especialista, o visagismo mostra que os pelos na região do buço podem influenciar a percepção visual do rosto, sem que isso represente um padrão considerado ideal. “O buço interfere na percepção da luz e do contraste facial. Quando os pelos estão presentes, a região central do rosto pode ganhar mais sombra e uma sensação de maior peso visual. Sem eles, normalmente há uma leitura mais leve, com destaque para os lábios e uma aparência de pele mais uniforme. São diferenças discretas, mas que influenciam a imagem que transmitimos”, explica Mari.
Esse olhar também acompanha transformações no mercado da beleza, que vem ampliando o foco em atendimentos personalizados e no respeito às características individuais. Nesse cenário, procedimentos estéticos deixam de ser vistos como uma obrigação e passam a integrar um conjunto de possibilidades para quem deseja realçar determinados traços.
