Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (14/07) com queda de 1,24%, aos 5.096 pontos, reforçando o retorno da pressão vendedora. No cenário externo, o dólar perdeu força após a divulgação de uma inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos abaixo do esperado, reforçando a percepção de menor pressão inflacionária. Apesar disso, investidores seguem monitorando as próximas decisões do Federal Reserve, enquanto dirigentes da autoridade monetária mantêm cautela ao afirmar que novas altas de juros ainda podem ocorrer, dependendo da evolução dos preços.
No Brasil, o câmbio acompanhou o movimento de enfraquecimento da moeda americana no exterior, levando o dólar novamente para abaixo de R$ 5,10. Para os traders de dólar, o foco permanece nos próximos indicadores de inflação e na trajetória dos juros nos Estados Unidos, fatores que continuam sendo os principais direcionadores da volatilidade no mercado cambial.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar retomou o fluxo vendedor de forma consistente e voltou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando continuidade da pressão de baixa no curtíssimo prazo.
Para que esse movimento seja ampliado, acompanho a perda da faixa de 5.086,5/5.081 pontos. Se esse suporte for rompido, o contrato poderá acelerar em direção a 5.072/5.064 pontos, com objetivo mais longo na região de 5.036/5.019 pontos.
Por outro lado, uma recuperação dependerá da entrada de fluxo comprador suficiente para romper a resistência em 5.097,5/5.105 pontos. Acima desse intervalo, vejo espaço para avanço até 5.125/5.142,5 pontos, tendo como alvo seguinte 5.152/5.165,5 pontos.
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No gráfico diário, avalio que a forte queda da última sessão reforçou o cenário de baixa. O contrato segue negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo a estrutura técnica fragilizada e indicando possibilidade de continuidade do movimento corretivo.
Para que o cenário volte a favorecer os compradores, considero necessário recuperar as médias e superar a faixa entre 5.165,5 e 5.218,5 pontos. Caso esse rompimento aconteça, os próximos objetivos passam a ser 5.268,5 e 5.340 pontos.
Em sentido contrário, a perda da região de 5.064/4.981 pontos tende a reforçar a pressão vendedora, abrindo espaço para testes em 4.912 e 4.876 pontos. O IFR (14) está em 39,53 pontos, permanecendo em região neutra, mas já se aproximando da faixa de sobrevenda.
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Saiba mais:
Dólar futuro (WDOQ26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar mantém um viés claramente negativo, permanecendo abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça a cautela para o curto prazo.
Para que o ativo consiga iniciar uma recuperação mais consistente, será necessário romper a região de 5.105/5.125 pontos. Acima dessa faixa, o contrato poderá buscar 5.165,5/5.196 pontos, com projeções para 5.218,5 e 5.237,5 pontos.
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Caso o fluxo vendedor continue predominando, acompanho a região de 5.086,5/5.080 pontos como principal suporte. A perda desse intervalo poderá intensificar o movimento de baixa, levando o contrato para 5.064/5.036 pontos, com objetivo mais longo em 4.981 e 4.954 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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