O trecho de subida rumo ao cume do nevado Huascarán, montanha mais alta do Peru, onde três alpinistas desapareceram na semana passada foi fechado temporariamente, anunciaram as autoridades locais nesta segunda-feira (20). Pelos próximos 15 dias, não será permitido acesso de turistas, nacionais e estrangeiros, no trecho compreendido entre o Acampamento 1 e o Acampamento 2 do Huascarám.
A medida foi explicada no comunicado divulgado para a imprensa e por meio das redes sociais do Parque Nacional Huascaran, onde a montanha está licalizada. Segundo as autoridades, o fechamento temporário “tem como objetivo facilitar o desenvolvimento das operações de busca e resgate realizadas de forma coordenada pelas instituições competentes para localizar os montanhistas desaparecidos”, diz um trecho.
Os três homens que são procurados foram identificados como Alejandro Manuel Ugarte Jordán, um renomado fotógrafo de aventuras, Freddy Saúl Mendoza Lizana, ambos naturais de Lima, e Artidoro Salas Gaitán, um alpinista experiente que mora em Huaraz. O Monte Huascarán é montanha mais alta do Peru e faz parte da Cordilheira Branca, nos Andes. O último contato do trio, por meio de mensagens enviadas às famílias, foi na manhã da última terça-feira (14), quando eles estariam em “La Garganta”, trecho entre os acampamentos 1 e 2, numa altitude aproximada de 6 mil metros acima do nível do mar.
“Solicita-se aos operadores de turismo, agências de viagem, guias de montanha, clubes de montanhismo e visitantes nacionais e estrangeiros que respeitem essa determinação e se abstenham de realizar atividades de ascensão no setor indicado enquanto a medida permanecer em vigor”, diz outro trecho do comunicado divulgado pelo parque sobre restrição de circulação neste trecho para a realização de buscas.
Eles faziam a escalada com objetivo de chegar ao cume, segundo relataram as famílias. O último contato direto com eles foi registrado naquela terça-feira, às 10h. Quinze minutos depois, às 10h15, Alejandro Ugarte conseguiu enviar uma breve e alarmante mensagem de texto, dizendo: “Perdidos”. Paula Chiappina, companheira do fotógrafo, contou em entrevista à imprensa local que, embora o grupo tenha experiência em montanhismo de alta montanha, esta foi a primeira expedição de Alejandro ao Huascarán.
Com início das operações de equipes de rtesgate e de emergência, constatou-se que os homens deixaram numa das bases do trajeto suas barracas, possivelmente numa estratégia de carregar a menor quantidade de equipamentos durante o percursos. Isso faz com que os três não tenham garantia de abrigo para passar por períodos de baixa temperatura, como a madrugada, o que pode oferecer riscos à saúde.
Os primeiros alertas sobre os três alpinistas surgiram na tarde de segunda-feira (13), há uma semana, quando o restante do grupo em que estavam informou que eles haviam se perdido durante uma tempestade. A última comunicação com dos três antes de desaparecerem ocorreu na manhã seguinte, quando Alejandro Ugarte conseguiu ligar para sua namorada para avisá-la de que estavam perdidos.
Nos últimos dias, segundo veículos locais, com auxílio de aeronaves, equipes de resgate teriam encontrado o que seriam vestígios da passagem dos três alpinistas por um dos trechos da nevada montanha. Ainda não foram divulgadas informações de atualizações sobre o avanço das buscas, como se novos itens foram encontrados, ou em quais trechos da montanha as equipes de buscas e de resgates concentram esforços.
(Com informações de El Comercio e El Tiempo.)
