Última confederação a se manifestar, a Conmebol quebrou o silêncio e emitiu um comunicado sobre o projeto de Gianni Infantino de criar uma empresa (a Fifa Forward Enterprise, a FFE) para cuidar das competições da Fifa e captar cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões) com a venda de seus direitos comerciais. A entidade sul-americana anunciou um processo de consulta às federações membro e a convocação de uma reunião do conselho para avaliar a proposta.
Ao contrátrio da Uefa, da Concacaf e da AFC, a Conmebol adotou um tom neutro e evitou se posicionar sobre o tema. Prometeu “agir com prudência, responsabilidade e espírito de colaboração” e apelou à “união em toda a família do futebol”.
Vale lembrar que o presidente da entidade Alejandro Domínguez é um dos líderes de confederação mais próximos de Infantino. Através desta relação, coneguiu que a Fifa incluísse Paraguai, Argentina e Uruguai como sedes da Copa de 2030. Cada país receberá uma partida do Mundial. Entre elas, a abertura, no Estádio Centenário, em Montevideu.
Além disso, Dominguez é um dos maiores defensores da ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções. Na última quinta, a Fifa publicou um documento que marca o início dos estudos para esta mudança. Intitulado “Potential expansion of the FIFA World Cup to 64 teams” (“Potencial expansão da Copa do Mundo da Fifa para 64 seleções”), mostra que a organização pretende contratar uma agência independente para analisar os impactos antes de tomar uma decisão. A ideia é entender como isso afetaria o modelo da competição.
Confira a nota da Conmebol na íntegra:
