O que o Dia de Proteção às Florestas, comemorado na próxima sexta-feira, 17, tem a ver com o conceito de “timeless luxury”? Sustentabilidade é a resposta. A tomada de consciência cada vez maior da relação entre os dois conceitos foi detectada por pesquisa da Euromonitor, divulgada no primeiro semestre. Segundo o relatório, 42% dos brasileiros de alta renda afirmam que compram “menos, mas melhor”. “O luxo moderno no Brasil não trata mais de vender produtos em escala, mas de criar valor emocional e memórias indeléveis por meio de rituais de consumo que respeitem o tempo e a identidade do cliente”, afirma a gerente global de inteligência de mercado para bens de luxo da Euromonitor, Fflur Roberts.
Em um mundo pautado por tendências instantâneas — que viralizam no TikTok na velocidade da luz e são abandonadas com a mesma rapidez —, produtos que priorizam a excelência ganham ainda mais espaço. Estrategista de negócios e moda, Anay Zaffalon analisa: “Permanecem em uso por muito mais tempo e, assim, desaceleram o consumo”.
Algumas marcas reinam nesse universo: a precisão da suíça Rolex, o icônico xadrez da inglesa Burberry e o legado da alemã Monblanc são alguns exemplos. Tem ainda a herança italiana da Bvlgari e o requinte da francesa Hermès. “Criam produtos que atravessam gerações e que tendem a valorizar”, frisa Anay. Em tempo: a bolsa Birkin original, fabricada em 1984 para Jane Birkin, foi leiloada, em 2025, pela Sotheby’s de Paris por R$ 55 milhões.
