
Uma missão de alto nível do Fundo Monetário Internacional (FMI) visita a Venezuela pela primeira vez em mais de duas décadas, enquanto o governo busca normalizar as relações com credores multilaterais após anos de isolamento. Nigel Chalk, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, reuniu-se com a presidente em exercício, Delcy Rodríguez, em Caracas, informou a instituição em uma publicação na rede social X.
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A visita representa um passo significativo na reaproximação entre a Venezuela e o FMI, depois que as duas partes restabeleceram uma relação formal neste ano. Delcy Rodríguez manteve conversas com altos dirigentes do Fundo e sacou US$ 346 milhões em ativos de reserva, parte dos quais foi destinada aos esforços de reconstrução após dois terremotos devastadores que atingiram o país em sequência no fim de junho.
Esta semana, a diretora-gerente do Fundo, Kristalina Georgieva, esteve em Buenos Aires, quando manifestou forte apoio ao governo argentino, quando afirmou que o país está “em uma situação mais saudável” desde que Javier Milei assumiu a presidência, em 2023.
A visita ocorre em meio a um esforço mais amplo do país para reformar sua economia e voltar a acessar os mercados internacionais de capitais, depois que os Estados Unidos capturaram o presidente Nicolás Maduro em janeiro.
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Com dificuldades financeiras, o governo tem trabalhado em estreita colaboração com a administração Trump para abrir a nação, rica em petróleo, aos investidores estrangeiros e preparar o terreno para uma reestruturação da dívida, após quase uma década de inadimplência.
Representantes do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) também visitaram a Venezuela nos últimos meses, segundo porta-vozes das instituições.
As relações entre o FMI e a Venezuela se deterioraram durante o governo do falecido presidente Hugo Chávez, que considerava a instituição sediada em Washington um instrumento dos interesses dos Estados Unidos.
Embora a Venezuela tenha permanecido como membro do FMI, o diálogo em alto nível foi interrompido, e o Fundo não realiza sua revisão econômica periódica prevista no Artigo IV para o país desde 2004.
Após os saques realizados neste ano, a Venezuela ainda detém cerca de US$ 4,2 bilhões em Direitos Especiais de Saque (SDRs, na sigla em inglês) junto ao FMI.
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