Nesta temporada, o passado imperial está em alta. Isso porque duas peças-chave do momento invadiram as passarelas e conquistaram o streetwear: a jaqueta napoleônica — inspirada no imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821) — e a Tang jacket, tradicional casaco da dinastia Qing, que comandou o território chinês entre 1644 e 1912. Os modelos foram destaque nas coleções de verão e de inverno 2026 de grifes internacionais, como Dior, Alexander McQueen, Dolce & Gabbana e Mugler. “Reflete o contexto. Vivemos um período de forte instabilidade global. Este retorno simboliza desejo por proteção e solidez”, analisa o especialista em branding de moda Fábio Monnerat.
Conhecido também como hussarda, o modelo ocidental apareceu primeiro na cavalaria húngara do século XV. Durante o império de Napoleão, no século XIX, virou símbolo de prestígio. Nas décadas de 1980/1990, nomes como a princesa Diana e o cantor Michael Jackson trouxeram a peça de volta. Já a Tang jacket, que tem como maior característica ser fechada por uma espécie de nó de tecido, chamado pankou, ganhou releitura da Adidas, em 2025. Por aqui, a BDLN, de Betina De Luca e Leo Neves, também apostou na jaqueta. “É uma roupa de origem ancestral que, ao ser reinterpretada com novos materiais e proporções, equilibra memória e inovação”, diz Leo.
