A Copa do Mundo de 2026 chegou ao mata-mata com cara de torneio grande também nos números. Até esta quarta-feira, 1º de julho, antes dos jogos entre Inglaterra x República Democrática do Congo, Bélgica x Senegal e Estados Unidos x Bósnia, o Mundial já tinha registrado 231 gols: foram 215 apenas na fase de grupos e mais 16 nos sete primeiros jogos da fase de 32 avos de final.
O dado ajuda a explicar a sensação de uma Copa mais aberta, ofensiva e caótica. A ampliação para 48 seleções aumentou o número de jogos e também produziu placares elásticos, como o 7 a 1 da Alemanha sobre Curaçao, citado pela própria Fifa como a maior goleada da primeira fase.
A seleção que mais marcou até agora é a França. Depois da vitória por 3 a 0 sobre a Suécia, a equipe de Didier Deschamps chegou a 13 gols marcados e apenas dois sofridos em quatro jogos. O desempenho coloca os franceses com o melhor saldo da competição: +11.
Na fase de grupos, França, Alemanha e Holanda dividiram a ponta entre os ataques mais produtivos, com 10 gols cada. A França fez 10 e sofreu dois no Grupo I; a Alemanha marcou 10 e sofreu quatro no Grupo E; e a Holanda também fez 10 e levou quatro no Grupo F.
Entre as defesas mais vazadas da primeira fase, o recorte também chama atenção. Iraque e Tunísia sofreram 12 gols cada em três partidas, os piores números entre todas as seleções na etapa inicial. O Uzbequistão levou 11, enquanto Qatar e Nova Zelândia sofreram 10.
A artilharia tem um duelo de gigantes. Kylian Mbappé e Lionel Messi lideram a Chuteira de Ouro com seis gols cada. O francês chegou ao topo após marcar duas vezes contra a Suécia, enquanto Messi terminou a fase de grupos com seis gols em três partidas pela Argentina. Logo atrás aparece Erling Haaland, com cinco.
A lista de assistentes também tem dono francês. Michael Olise lidera com cinco passes para gol, seguido por Bruno Guimarães, do Brasil, com quatro. Alexander Isak, Martin Odegaard e Florian Wirtz aparecem com três assistências cada.
No Brasil, os principais números ofensivos passam por Vini Jr. e Bruno Guimarães. Vini soma quatro gols, empatado no top 5 da artilharia, enquanto Bruno é o segundo maior garçom da Copa, com quatro assistências.
Cartões, pênaltis e prorrogações
A primeira fase também foi marcada por rigor disciplinar. Segundo levantamento publicado pela Squawka, os 72 jogos iniciais tiveram 10 cartões vermelhos, 11 pênaltis assinalados e 12 gols contra. A Reuters também registrou as 10 expulsões na fase de grupos.
Entre os jogadores mais advertidos, o ranking individual da Fox Sports mostra um grupo com dois cartões amarelos no topo, incluindo Casemiro, Issa Diop, Abdukodir Khusanov, Teboho Mokoena, Danilo, Sidny Lopes Cabral, Alan Franco, Mohanad Lashin e Saeid Ezatolahi.
No mata-mata, a Copa já teve duas prorrogações e duas decisões por pênaltis. O Paraguai eliminou a Alemanha após empate por 1 a 1 e vitória por 4 a 3 nas penalidades. No mesmo caminho, Marrocos passou pela Holanda depois de outro 1 a 1, vencendo por 3 a 2 nos pênaltis.
O gol mais rápido confirmado até aqui foi de Matías Galarza, do Paraguai, contra a Turquia, aos 65 segundos. O lance superou a marca anterior de Ismael Saibari, do Marrocos, que havia marcado contra a Escócia aos 71 segundos.
