MANAMA/DUBAI, 25 Jun (Reuters) – O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou aos aliados do Golfo na quinta-feira que qualquer acordo com o Irã levaria em conta os interesses deles, ao encerrar uma viagem ao Oriente Médio com o objetivo de conquistar parceiros regionais que nutrem profundas reservas em relação ao acordo preliminar.
Em discurso durante uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países árabes do Golfo no Barein — sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA —, Rubio afirmou que Washington busca uma paz duradoura com o Irã, seu adversário de longa data, que não prejudique a segurança dos aliados na região rica em petróleo, muitos dos quais consideram o acordo muito brando após terem sido alvo de ataques iranianos durante o conflito.
O Irã enfrentou dois dos exércitos mais poderosos do mundo — de EUA e Israel — durante o conflito e assumiu o controle efetivo do vital Estreito de Ormuz, interrompendo fortemente o fluxo de petróleo e abalando os mercados globais de energia e a economia em geral.
Ele disse aos repórteres que os aliados do Golfo compartilham algumas preocupações muito sérias e que querem ser informados sobre cada etapa do acordo de paz, que inclui disposições sobre o Estreito de Ormuz.
Se o Irã ameaçar ou bloquear navios no Estreito de Ormuz, “então teremos um problema”, disse Rubio, tendo afirmado anteriormente aos ministros que “nenhum país na Terra tem o direito de cobrar pelo uso de vias navegáveis internacionais” e que taxas de transporte marítimo nunca fariam parte de nenhum acordo.
Rubio afirmou que não discutiu um fundo de reconstrução de US$300 bilhões para o Irã, que faz parte da proposta de paz. Os países do Golfo temem que o Irã use esse dinheiro para restabelecer sua capacidade militar.
O ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que presidiu a reunião, saudou o anúncio de Omã sobre a criação de um corredor para a passagem segura de embarcações pelo estreito.
Omã informou na reunião que futuros acordos relativos ao Estreito de Ormuz não envolveriam taxas de trânsito.
TRANQUILIZANDO ALIADOS REGIONAIS CÉTICOS
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A viagem de três dias de Rubio ao Golfo foi a primeira missão diplomática de alto nível desde o acordo-quadro entre os EUA e o Irã, na semana passada, para pôr fim ao conflito, que teve início em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel ao Irã.
Em suas paradas anteriores nos Emirados Árabes Unidos e no Kuweit, Rubio procurou garantir às autoridades que o acordo proposto não era excessivamente favorável ao Irã, que atacou vários países do Golfo durante a guerra.
“Não faremos nada que comprometa a segurança de nossos aliados, nossos aliados de longa data na região”, disse ele a repórteres no Kuweit.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na terça-feira que o Irã havia concordado com inspeções nucleares “até o infinito”, enquanto Teerã afirmou não ter feito tal concessão nas negociações.
