O prometido show de Super Bowl no intervalo da final da Copa do Mundo realmente lembrou o Super Bowl, como prometido. E também extrapolou os 15 minutos regulamentares, como previsto — e desnecessariamente.
Madonna, BTS, Justin Bieber, Shakira, os Muppets e várias surpresas divertiram o público presente ao MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Madonna surgiu no subsolo do estádio, cantando “Music” em um bugre dirigido por Ronaldo Fenômeno, com Ronaldinho Gaúcho — ambos com agasalhos da seleção brasileira — ao lado. O gaúcho parecia bem mais à vontade do que o carioca, inclusive. De onde teriam saído os brasileiros? Jesus Luz? Fifa?
Em seguida, o maestro venezuelano Gustavo Dudamel comandou a Filarmônica de Nova York no hino “Seven Nation Army”, reforçado pelos personagens dos Muppets, principalmente o baterista Animal. Já ficou um pouco excessivo.
O grupo coreano BTS veio em seguida, antes dos personagens Ted Lasso e Coach Beard, que apresentaram um “young man” canadense chamado Justin Bieber, ao som de “Hallelujah” em versão de voz e violão. Foi bonito, e o rapaz parecia estar realmente cantando.
Shakira, Burna Boy e um coral infantil, acompanhado pelo Coldplay, encerraram a cerimônia, que fez o intervalo passar dos 20 minutos. Ainda deu tempo de homenagear Pelé e seu discurso “Love, love, love”, de 1977, no telão.
Um bom espetáculo, que poderia ter sido enxugado, para que os 15 minutos fossem respeitados — nem que para isso fosse necessário sacrificar Miss Piggy. Mas “there’s no business like show business”…
