A volta ao trabalho presencial, o aumento das viagens e uma rotina cada vez mais acelerada mudaram não apenas a agenda dos humanos, mas também a dinâmica dentro de casa. Para muitos cães, a ausência prolongada dos tutores e as alterações no cotidiano passaram a representar desafios emocionais.
Um estudo publicado em 2025 na revista científica Behavioural Processes, realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), identificou que o período em que ficam sozinhos está entre os principais fatores associados à ansiedade em cães brasileiros, ao lado de situações como fogos de artifício e mudanças de ambiente.
A pesquisa, que analisou 795 cães, apontou ainda que vocalizações excessivas, estado de alerta constante e comportamentos destrutivos estão entre as manifestações mais comuns de estresse nos animais. Os resultados refletem uma preocupação que vem ganhando espaço entre os tutores: como conciliar uma vida movimentada com as necessidades emocionais dos pets.
Com isso, temas como ansiedade de separação, socialização e enriquecimento da rotina passaram a fazer parte das conversas sobre saúde animal e impulsionaram a procura por serviços especializados, como creches, hospedagens e espaços de convivência. Mais do que oferecer cuidados básicos, esses ambientes passaram a ser vistos como aliados no desenvolvimento comportamental e no bem-estar dos cães.
