A Quaest entrou em campo na sexta-feira para medir as intenções de voto à Presidência da República. Até amanhã, segunda-feira, 2.004 brasileiros serão entrevistados presencialmente e o resultado será divulgado na quarta-feira, dia 5.
Encomendada pelo Banco Genial, a um custo de R$ 433,2 mil, é a oitava pesquisa do ano para as eleições de outubro — e a primeira da empresa após as convenções que escolheram os candidatos a presidente, ao novo tarifaço de Donald Trump e da decisão do STF de autorizar duas novas investigações contra Lulinha.
Nesta pesquisa, a Quaest introduziu uma novidade. Em tempos em que a questão religiosa se impõe como um fato irreversível na decisão do voto, três perguntas medirão esse fator. Será perguntado se é importante ou não que o candidato “acredite em Deus”, “seja da mesma religião” que o entrevistado e se “os candidatos devem ouvir líderes religiosos ao tomar decisões”
O questionário começa querendo saber se o entrevistado já escolheu algum candidato. Se a resposta for sim, será perguntado “quem?”. Nesta parte, não será mostrada qualquer lista de candidatos.
Em seguida, a partir de uma lista de 12 nomes em ordem alfabética dada pelo pesquisador, o entrevistador pergunta se o entrevistado conhece algum desses candidatos e em qual não votaria de jeito nenhum. Eis a relação: Augusto Cury, Cabo Daciolo, Edmilson Costa, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Heró Bezerra, Clariana Barão (que entra no lugar de Joaquim Barbosa), Lula, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Samara Martins.
Logo depois, a Quaest quer saber em qual desses 12 candidatos o entrevistado votaria. Em seguida, pergunta se essa decisão é definitiva. E se o entrevistado escolheria outro candidato na hipótese de o seu preferido desistir.
Em seguida, serão apresentados quatro cenários para um segundo turno com cenários em que Lula disputa com Flávio, Renan, Caiado e Zema.
A pesquisa também vai medir se Lula “merece continuar como presidente por mais quatro anos” e a aprovação do seu governo. E também o que dá “mais medo” no eleitor: uma vitória de Lula ou de Flávio em outubro.
Assim como, serão medidas as expectativas em relação à economia e o grau de endividamento do brasileiro; se a população conhece e aprova o programa Desenrola 2; e sobre a briga e a reconciliação entre Flávio e Michelle Bolsonaro.
A última Genial/Quaest, de julho, mostrou Lula na liderança isolada, com 40% das intenções de voto no 1º turno, abrindo uma vantagem de doze pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro, que apareceu com 28%. No segundo turno, Lula bateu Flávio por 45% a 37%.
