Cruzeiro confirma nova lesão grave e chega a seis casos de ruptura de LCA no elenco feminino
O Cruzeiro confirmou nesta quarta-feira (17) mais uma baixa importante para a equipe feminina. A zagueira Paloma Maciel sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA), associada a uma lesão meniscal no joelho direito, durante um período de treinamentos com a Seleção Brasileira. A atleta retornará a Belo Horizonte para iniciar o tratamento e será submetida a um procedimento cirúrgico nos próximos dias.

O diagnóstico amplia uma situação preocupante vivida pelas Cabulosas. Com a contusão de Paloma, o Cruzeiro chega ao sexto caso de ruptura de LCA registrado no elenco feminino apenas nesta temporada, número que acende um alerta dentro do clube e levanta discussões sobre prevenção e carga física no futebol feminino.
Sequência de lesões preocupa o Cruzeiro
Paloma estava em Itu, interior de São Paulo, participando das atividades da Seleção Brasileira quando sofreu a lesão. A defensora deve desembarcar em Minas Gerais nesta quinta-feira (18) para dar início aos procedimentos médicos e definir o cronograma de recuperação.
O caso é mais um capítulo de uma sequência que tem impactado diretamente o planejamento esportivo da equipe. Atualmente, sete atletas do elenco estão afastadas por lesões ligamentares no joelho. Dessas, seis sofreram ruptura do LCA ao longo de 2026.
A única exceção é a atacante Sandoval, que rompeu o ligamento cruzado anterior em julho de 2025 e ainda segue em processo de recuperação.
Lista de atletas lesionadas aumentou ao longo da temporada
A série de lesões começou ainda nos primeiros meses da temporada. Em abril, Milena foi a primeira atleta a sofrer a ruptura do LCA. Pouco tempo depois, Gaby Soares também entrou para o departamento médico.
Na sequência, Ravenna, Tainara e Laura Felipe sofreram o mesmo tipo de lesão. Agora, Paloma Maciel passa a integrar a lista de jogadoras que enfrentarão um longo período longe dos gramados.
Em casos de ruptura do ligamento cruzado anterior, o tempo médio de recuperação costuma variar entre oito e doze meses, dependendo da gravidade da lesão, do procedimento realizado e da evolução clínica de cada atleta.
Cruzeiro realiza investigação interna
Diante do elevado número de ocorrências, o Cruzeiro informou que vem conduzindo estudos internos para compreender os fatores que podem estar relacionados ao aumento das lesões no elenco feminino.
Embora especialistas apontem que atletas mulheres apresentam maior predisposição biomecânica e hormonal para lesões de LCA em comparação aos homens, o clube busca identificar possíveis fatores adicionais que possam estar contribuindo para a sequência de casos.
“Em que pesem os já conhecidos fatores que fazem as lesões ligamentares no joelho serem mais recorrentes no futebol feminino, em comparação ao masculino, e a casualidade das contusões em questão, o clube ressalta que tem realizado um profundo estudo sobre as circunstâncias relacionadas às lesões sofridas pelas atletas com este diagnóstico. O Cruzeiro trabalha de maneira incessante para mitigar a incidência dessas lesões.”
Impacto dentro e fora de campo
Além da preocupação médica, a sequência de lesões representa um desafio esportivo significativo para a comissão técnica. Com mais de 20% do elenco afetado por lesões de longa duração, o Cruzeiro precisa adaptar seu planejamento e buscar alternativas para manter o nível competitivo nas competições da temporada.
A situação também gera debate no cenário do futebol feminino brasileiro, onde o aumento de casos de ruptura de LCA tem sido tema recorrente entre clubes, profissionais de saúde e entidades esportivas. O objetivo é desenvolver métodos de prevenção mais eficazes para reduzir a incidência de uma das lesões mais graves e incapacitantes da modalidade.
Enquanto isso, Paloma Maciel inicia sua recuperação com o apoio do departamento médico celeste, em busca de retornar aos gramados o mais breve possível e voltar a integrar o elenco das Cabulosas.
