A família de Jayden Adams, jogador da seleção da África do Sul que morreu aos 25 anos, aguarda o resultado da autópsia para esclarecer a causa da morte e organizar o funeral. Juanito Adams, pai do meio-campista, afirmou que nenhuma cerimônia de despedida será definida antes da conclusão dos exames.
O corpo do atleta foi encontrado na manhã de sábado em uma residência no bairro de Schotschekloof, na região central da Cidade do Cabo. A polícia sul-africana abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do caso, mas ainda não divulgou oficialmente a causa da morte. As autoridades e o governo do país pediram que não sejam feitas especulações enquanto a apuração estiver em andamento.
Companheira do jogador e mãe de sua filha, Aqueelah Adendorf se manifestou nas redes sociais e publicou fotos ao lado de Adams. “Meu melhor amigo, meu maior apoiador e o amor da minha vida”, escreveu ela, que também afirmou não haver palavras capazes de descrever a dor provocada pela perda.
Adams e Aqueelah têm uma filha de cinco anos, Allaia-Jayda. Poucas semanas antes da morte do jogador, ela havia celebrado nas redes sociais a convocação do companheiro para a Copa do Mundo, destacando a disciplina, a perseverança e o esforço dele para realizar o sonho de defender a África do Sul no torneio.
O meio-campista disputou três partidas no Mundial de 2026. Foi titular contra México e Tchéquia, entrou durante a vitória sobre a Coreia do Sul e ficou no banco na eliminação diante do Canadá, na segunda fase. Durante a competição, Adams também enfrentou a morte da avó, ocorrida na véspera do empate com os tchecos.
Jogadores, clubes, dirigentes e entidades do futebol prestaram homenagens ao atleta desde a confirmação da morte. Antes de Noruega x Inglaterra, pelas quartas de final da Copa, jogadores e torcedores respeitaram um minuto de silêncio.
