O governo interino do Rio de Janeiro conseguiu, por via judicial, impedir a operação da Terrana/Tobras no estado — distribuidora de combustíveis que passou a ser controlada, em janeiro de 2025, por Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, alvos da Operação Carbono Oculto.
A Terrana/Tobras teve o CNPJ impedido de operar na última terça-feira e, ontem, perdeu a possibilidade de utilizar sua inscrição estadual no Rio de Janeiro por decisão judicial. Com isso, a distribuidora teve suas operações totalmente paralisadas a partir desta quinta-feira.
A empresa comunicou clientes e fornecedores que trabalha para reverter a decisão e restabelecer as atividades. A medida é mais um capítulo da ofensiva conduzida pela gestão do governador em exercício Ricardo Couto contra grupos investigados por fraudes fiscais no setor de combustíveis.
A Terrana/Tobras tornou-se o principal braço operacional de Mohamad e Beto Louco no Rio após a derrocada da Aster Distribuidora e da Copape, que tiveram as inscrições estaduais cassadas em São Paulo. As duas empresas figuraram entre os principais alvos da primeira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo, Receita Federal e Polícia Federal para investigar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e supostas conexões com o PCC.
As investigações apontam que, após a ofensiva sobre Aster e Copape, o grupo buscou manter suas operações por meio de novas estruturas empresariais.
Com mais de 20 filiais espalhadas pelo país, a Terrana/Tobras havia sido adquirida justamente para garantir essa continuidade operacional no mercado fluminense, segundo fontes que acompanham o setor.
