A candidata ao Senado Manuela D’Ávila (PSOL-RS) acusou o candidato ao governo do Rio Grande do Sul Luciano Zucco (PL) de violência política. A ex-deputada federal critica o uso de um adesivo pelo bolsonarista que mostra o rosto dela riscado de vermelho. Para D’Ávila, a imagem — que acompanha a frase “Anti-Manu” e o pronome “ela” — a transforma em “alvo”.
“O adesivo fala por si. O sorriso do candidato fala por si. São tantas as violências presentes nessa imagem que me dou o direito de não descrevê-las. Vocês podem senti-las. Eu sei”, escreveu D’Ávila nas redes sociais.
A psolista destaca que o Rio Grande do Sul é o estado “campeão de feminicídios de mulheres que haviam buscado proteção”.
Em postagem nas redes sociais, D’Ávila também relembrou que o bolsonarista estava com a família na única vez em que o encontrou. A candidata ao Senado desafiou Zucco a explicar o uso do adesivo à filha.
“Se o senhor conseguir olhar nos olhos da sua filha e dizer que esse é o caminho correto para defender a vida das mulheres e das meninas, siga estampando no peito meu rosto feito alvo”, finalizou a psolista.
Conforme a última divulgação da pesquisa Genial/Quaest, em abril, Manuela lidera a corrida pelo Senado no estado. Ela aparece com 14% das intenções de voto, seguida pelo ex-governador Germano Rigotto (MDB), com 12%, em situação de empate técnico.
Manuela integra a chapa encabeçada por Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) ao governo, que compareceram ao evento deste sábado, além do deputado Paulo Pimenta (PT) que disputará a outra vaga ao Senado.
Já Zucco teve a chapa lançada na semana passada. O PL vai disputar as eleições deste ano no estado em coligação com PP, Novo, Republicanos, Podemos, Democrata, e DC.
