Desde o dia 1º, a Petrobras deixou de fornecer combustíveis à Rede Sol, distribuidora apontada pela operação Carbono Oculto como um elo com o PCC. Segundo o Ministério Público de São Paulo, um fundo de investimento ligado ao PCC comprou debêntures da Rede Sol. A operação foi apontada como “instrumentalização da lavagem de capitais”.
Segundo a estatal, a interrupção foi motivada por uma decisão de conformidade e gestão de riscos, resultado das investigações que indicariam possível associação da Rede Sol e de seus sócios ao PCC, no contexto da Operação Carbono Oculto. A partir da designação do PCC pelo governo Trump como organização terrorista, a manutenção do vínculo poderia expor a Petrobras a riscos jurídicos e financeiros relacionados ao regime internacional de sanções.
Só que a Rede Sol reagiu. Recorreu ao TCU. Alegou que a medida poderia inviabilizar suas atividades e comprometer o abastecimento de mais de 250 órgãos públicos.
A área técnica do TCU rejeitou a denúncia. Considerou a controvérsia predominantemente privada.
Mas o assunto não morreu. O ministro Jorge Oliveira divergiu da área técnica e considerou possível a repercussão sobre serviços públicos essenciais. Determinou oitivas da Petrobras e da Rede Sol e a posterior avaliação da medida pelos técnicos do TCU.
