Relatórios médicos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que ele voltou a apresentar um quadro de soluços intensos nesta semana e que ainda sofre com efeitos colaterais decorrentes da medicação de uso contínuo. Os documentos, assinados pelo médico Brasil Ramos Caiado e pelo fisioterapeuta Kleber Antonio Caiado de Freitas, indicam que Bolsonaro permanece em acompanhamento domiciliar, em processo de recuperação da cirurgia no ombro direito e com limitações relacionadas ao tratamento clínico.
Segundo o relatório médico semanal, Bolsonaro vinha apresentando estabilidade nas últimas semanas, mas sofreu, há três dias, uma recorrência de um episódio de soluços, conhecido como singulto, que durou cerca de 36 horas consecutivas. O documento afirma que foi necessária a administração de doses extras da medicação específica, com resposta considerada satisfatória.
Apesar da melhora do episódio, o médico informou que o ex-presidente permanece estável do ponto de vista respiratório e cardiológico. O relatório ressalta, contudo, que persistem efeitos secundários provocados por medicamentos, especialmente instabilidade crônica do equilíbrio corporal e sonolência.
O documento também informa que Bolsonaro mantém uma rotina de dieta rigorosa, fisioterapia, exercícios regulares e cuidados preventivos voltados à redução do risco de quedas e do refluxo.
