Se a final da Copa do Mundo teve um domínio claro espanhol, mas nenhum gol até a prorrogação, o grande culpado foi o goleiro Emiliano Martínez. O argentino fez 12 defesas ao longo do jogo, conduzindo o duelo até o derradeiro gol do atacante Ferran Torres, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A grande atuação teve um peso ainda maior, levando em consideração a revelação do próprio goleiro de que chegou ao Mundial com o dedo anelar direito fraturado e que precisou ficar sem treinar para se recuperar da lesão durante o torneio.
A fala ocorreu na sexta-feira. Ao lado do técnico da Argentina, Lionel Scaloni, Dibu Martínez revelou em entrevista coletiva, a dois dias da final contra a Espanha, as dificuldades que sente com o dedo anelar da mão direita.
— Sinto dor todos os dias. Já sabia que sentiria muita dor. Adiei a cirurgia, e todos os especialistas em mãos que consultei já tinham me avisado — disse ele.
A fala ocorreu durante um evento da Fifa em Nova York com torcedores. O arqueiro também teve que se limitar nos treinamentos para evitar agravamento do quadro.
— Durante a fase de grupos não pude treinar com o restante da equipe. Isso me afetou muito, porque adoro treinar. Mas estou bem. A partir das oitavas, consegui voltar a treinar normalmente. E hoje me sinto bem melhor — completou.
Um dos grandes nomes da campanha campeã de 2022, Dibu não brilhou tanto quanto na última edição. A defesa como um todo sofreu bastante gols, principalmente no mata-mata. Foram sete em sete jogos, uma média de um por jogo.
Ainda assim, o jogador de 33 anos conseguiu ser essencial no duelo com a Suíça, quando a Argentina sofreu um “calor” do rival em determinado momento do jogo, mas logo conseguiu se superar contando com a vantagem de um jogador a mais.
A final deste domingo, no entanto, não teve tanta emoção por parte da Argentina.
Com muita dificuldade de superar o meio de campo espanhol, a Argentina não conseguiu promover chances perigosas e passou quase todo o duelo sem finalizações. Até o fim do primeiro tempo da prorrogação, a equipe de Lionel Scalonni não incomodou Unai Simon. A equipe teve uma limitação ainda maior quando Enzo Fernandez foi expulso, na reta final do tempo regulamentar.
