A 777 Carioca afirmou à Justiça do Rio que o Vasco “persiste no propósito de se apropriar” de sua participação na SAF e disse ser “nula” toda a operação relativa a uma iminente venda sem que a empresa discuta os termos do negócio.
Segundo a 777, dona de 70% do capital social, a movimentação do Cruzmaltino excluindo a companhia das tratativas também “afeta gravemente a reestruturação da SAF e coloca em risco a própria recuperação judicial”.
A manifestação se deu em petição para rebater um recurso do Vasco que busca suspender a decisão que afastou cautelarmente o Conselho de Administração da SAF e nomeou um interventor judicial.
Na quarta-feira, a Justiça rejeitou um pedido de reconsideração do clube e manteve a intervenção judicial, nomeando um novo advogado para a função após a renúncia de Samantha Longo. O agravo contestado pela 777 ainda será apreciado.
O Vasco alega que a intervenção contraria o plano de recuperação judicial e questiona a competência do juízo. Já a 777 argumenta que o plano pressupõe funcionamento regular da governança e que o clube não refutou as irregularidades apontadas pelo Conselho Fiscal. A empresa ressalta que o recurso centrou-se apenas em questões processuais.
Para a 777, a intervenção é necessária para assegurar a transparência da gestão, proteger os credores e preservar a recuperação judicial da SAF.
