Se tivesse escolhido a música como ofício, o chef Pierre Cozan arrisca que faria um álbum embalado por ritmos diversos. Mas seu estúdio é a cozinha, onde essa mistura se esparrama por cores, texturas e sabores assimilados ao longo da carreira. “Ao entrar lá, a primeira coisa que se vê são os potinhos de especiarias”, descreve o carioca, de 28 anos, cuja assinatura passa a sublinhar a gastronomia do Santa Teresa Hotel RJ — MGallery.
Filho do chef francês Oliver Cozan, Pierre cresceu entre as culturas brasileira e francesa. Também morou por nove anos no país de seu pai, onde atuou num bistrô e no restaurante Coco Palais Garnier, na Ópera de Paris. A famosa culinária francesa é, portanto, uma forte referência, mas as fronteiras não estão cerradas. “Aprendi a fazer a maioria dos pratos por lá. Ao mesmo tempo, trabalhei com pessoas do mundo inteiro. Gente da Ásia, da África…”, comenta.
E aí entra também “um pouquinho de Brasil iá iá”. Os ingredientes locais, ele diz, tiveram prioridade nos pratos que chegam ao Térèze, o restaurante do hotel, no próximo dia 17. São sete entradas, como o crocante de brócolis, com creme de curry e especiarias e picles de cebola roxa; seis pratos principais, etapa em que o linguine com emulsão de bisque, tartare de gambas e caviar mujol é o xodó do chef; e seis sobremesas, como o mil folhas de Romeu e Julieta, que combina goiabada e queijos fortes, incluindo o premiado mineiro Lua Cheia, da Serra das Antas (preços ainda não definidos).
